ABO-BA

Museu de Odontologia da Bahia

 

O Instituto Museu de Odontologia da Bahia “Museu Dra. Miriam Cléa Barreto Rocha” (IMOBA) está estabelecido na sede da ABO-Seção Bahia, à Rua Altino Serbeto de Barros, 138, bairro Itaigara, Salvador-BA. Foi criado em 1998, de natureza administrativa associativa, gerido pela ABO-BA, instituição sem fins lucrativos que procura difundir os conhecimentos odontológicos desde sua fundação.
De acordo com a Lei nº 11904, de 14 de janeiro de 2009, que instituiu o Estatuto de Museus, “Consideram-se museus, para os efeitos desta Lei, as instituições sem fins lucrativos que conservam, investigam, comunicam, interpretam e expõem, para fins de preservação, estudo, pesquisa, educação, contemplação e turismo, conjuntos e coleções de valor histórico, artístico, científico, técnico ou de qualquer outra natureza cultural, abertas ao público, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento.”

O IMOBA funciona sob a proteção de Santa Apolônia – padroeira da Odontologia e dos cirurgiões-dentistas – e homenageia um de seus benfeitores,o cirurgião-dentista Dr. Augusto Lopes Pontes, pai da irmã Dulce.

Tem em seu acervo 650 unidades, todas catalogadas e autenticadas: mobiliário, fotografias, livros raros de Odontologia e objetos pertencentes ao Memorial da ABO como troféus, certificados e máquinas de escrever. Peças que datam de 1900, a exemplo de Capsulador de Coroas – Fab. Shapp Company (1900), Muflo – (1920), Conjunto de Jaguar – (1920), Laminador para Ouro – (1930), Dispensador de Mercúrio (PIPO) – (1930), Plastificador de Godiva – (1940).

Uma das peças de destaque é a Chave de Garangeot (Figura I), datada de 1740. Até meados do século XVIII, o instrumento utilizado para extrações de dentes era o chamado torquês (pelicano), sendo posteriormente substituído pela Chave de Garangeot, muito utilizada na época.

Alguns objetos do acervo do IMOBA retratam aspectos curiosos da História da Odontologia, a exemplo de alavancas confeccionadas em madeira do tipo jacarandá (Figura II), cones de prata para obturação de canal (Figura III), além de limas endodônticas (figura IV) que possuíam correntes, para que ficassem presas aos dedos por um anel, já que, como a anestesia era ineficiente e não havia isolamento absoluto, o paciente corria o risco de degluti-la.

O IMOBA traz a oportunidade para quem deseja conhecer e participar de todas as etapas da história da saúde bucal. Aberto ao público, dedica-se à preservação, análise e procura de objetos valiosos historicamente, expondo-os com muita dedicação e cuidado, no intuito de preservar a memória da tão amada profissão do cirurgião-dentista.